Percepção de profissionais de saúde de um município no interior do Brasil sobre a vulnerabilidade de idosos a infecção por HIV
Palavras-chave:
assistência integral à saúde, AIDS, idoso, pessoal de saúdeResumo
Introdução: A temática AIDS/Idosos é uma tarefa desafiadora, pois contraria a associação comum da velhice à “assexualidade”, acrescentado da dificuldade no diagnóstico precoce com outras comorbidades comuns na velhice. Objetivo: Conhecer a visão de profissionais de saúde diante da possibilidade de infecção por HIV/AIDS no paciente idoso. Métodos: Este estudo é observacional transversal. Participaram dentistas, enfermeiros e médicos da Rede de Atenção Primária. Aplicou-se o Questionário 1 a 15 profissionais e realizou-se análise de conteúdo com o objetivo de elaboração do Questionário 2, aplicado a 220 profissionais. Resultados: No χ2 de independência, os profissionais apresentaram padrão de resposta semelhante ao esperado para a maioria dos itens, indicando que não é a profissão que determina o Sim e o Não. A análise fatorial exploratória identificou dimensões e permitiu eliminar os itens que não contribuem para a formação dessas dimensões. Após três tentativas, foram encontrados cinco fatores, mantendo somente itens com correlação elevada (r>0,5) na matriz de anti-imagem. Entre esses itens, 9 dos 25 foram excluídos. Executamos o Modelo Linear Geral Multivariado Misto (profissões x fatores). Observou-se o efeito de interação entre fatores e profissão para os fatores 2 (Desconhecimento pelo profissional), 3 (Falta de engajamento da gestão pública) e 5 (Estigmas). Discussão: Os resultados sugerem que há semelhanças e diferenças nas respostas oferecidas pelos profissionais de saúde, mostrando tanto a influência da base comum da formação desses profissionais quanto da base específica da formação. Conclusão: Os idosos são vulneráveis em virtude do não uso do preservativo, sendo essa prática de conhecimento da maioria dos profissionais de saúde. A AIDS na Terceira Idade não é alvo de atenção pelos serviços públicos de saúde, resultado da pouca participação de algumas profissões no sistema público e falta de conhecimentos, considerando os currículos antigos nas instituições de ensino, que não oferecem disciplinas para a formação mais ampla desse profissional.
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