Percepção de adolescentes em relação a doenças sexualmente transmissíveis e métodos contraceptivos
Palavras-chave:
saúde do adolescente, doenças sexualmente transmissíveis, métodos contraceptivosResumo
Introdução: as doenças sexualmente transmissíveis (DST) podem representar um sério impacto na saúde dos adolescentes, dadas as suas consequências. Objetivo: identificar a percepção e o conhecimento de adolescentes sobre DST, suas formas de transmissão e métodos contraceptivos. Métodos: foi realizado estudo transversal tipo inquérito com 136 adolescentes estudantes de uma instituição pública de formação profissional em um município paulista de médio porte. Utilizou-se um questionário validado, autoaplicável, com perguntas sobre o tema e dados sociodemográficos. Os mesmos foram digitados e analisados pelo programa Epi Info, 3.5.1. Resultados: 97,1% afirmaram conhecer a camisinha masculina; 89,0%, a pílula; 87,5%, a camisinha feminina,; 74,3%, a pílula do dia seguinte; 47,8%, a tabelinha; 41,9%, a injeção hormonal; 33,1%, o DIU; 31,6%, o coito interrompido e 1,5% outros. Segundo eles, a informação foi fornecida principalmente na escola (46,1%), por amigos ou parceiro (20,3%), médico (10,9%) e televisão (10,2%). No que se refere às DST, 98,5% afirmaram que doenças podem ser transmitidas durante a relação sexual. A aids (91,2%) e o herpes (72,8%) foram as mais citadas. 31,6% dos adolescentes afirmaram que correm risco de contrair alguma DST, sendo 88,4% destes por não utilizar a camisinha, 30,2% porque o parceiro se relaciona com outras pessoas, 18% por possuírem vários parceiros e 9,3% por outros motivos. Conclusão: os adolescentes mesmo conhecendo diversos métodos contraceptivos e doenças sexualmente transmissíveis, ainda não se previnem. É necessário que a escola reforce o uso dos métodos, já que a mesma é importante fonte de informações educativas em saúde.
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