Significado histológico de células glandulares atípicas no programa de prevenção do câncer o colo do útero no município do Rio de Janeiro
Palavras-chave:
adenocarcinoma in situ, adenocarcinoma endocervical, células glandulares atípicas, células escamosas atípicas, neoplasia cervical glandular, sistema BethesdaResumo
O objetivo deste estudo foi determinar a prevalência da citologia de AGC e analisar o significado histológico desta na área programática AP-5.1 do município do Rio de Janeiro. Trata-se de um estudo transversal, onde foram analisados exames citopatológicos utilizando os dados informatizados do SITEC/INCA/MS, no período de janeiro de 2002 a dezembro de 2008. No referido período foram registrados, nos arquivos do SITEC, laudos citológicos de 132.147 mulheres rastreadas na AP-5.1. Deste total, 533 citologias tiveram diagnóstico inicial de AGC, o que representou uma prevalência 0,4%. Considerando-se a idade, 79,2% (417/533) das mulheres com primeira e 82,6% (19/23) com segunda citologia de AGC encontravam-se na faixa etária ente 25 e 54 anos. Um total de 69,4% (370/533) das mulheres foi submetido à colposcopia e a nova coleta para citologia. A taxa de não comparecimento foi de 30,6% (163/533). Nessas novas citologias, evidenciaram-se 67,5% (250/370) de citologias normais, 24,5% (91/370) de atipias em células escamosas e apenas 7,8% (29/370) de atipias em células glandulares de gravidade variável. Das 23 mulheres com segunda citologia de AGC, 43,5% (10/23) apresentaram histologia normal, 43,4% (10/23), lesão escamosa, 8,7% (2/23) de adenocarcinoma invasor e em 4,34% (1/23) o laudo histológico foi inconclusivo. Em conclusão, a prevalência de AGC na AP-5.1 foi baixa. A maioria das mulheres com citologia de AGC tinha laudo histológico de normalidade ou lesão escamosa e as correspondentes lesões histológicas incidiram com maior frequência sobre mulheres adultas jovens. Embora a minoria das lesões tenha sido de origem glandular, esta foi, significativamente, mais grave por ser invasora. Mulheres com citologia de AGC devem continuar a investigação com colposcopia e biópsia dirigida, pois podem apresentar lesões escamosas ou glandulares graves.
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